E dentro do ônibus o motorista ouvia Beatles. Inspirador para uma terça-feira.
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Ando dormindo demais. Mas isso é tão bom! Tenho tanta sorte por não precisar acordar às 06h00 da manhã. E a nico, minha gatinha (manhosa), é a minha fiel companheira de sono; a gente compete pra ver quem tem coragem de pular da cama primeiro!
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O chuveiro lá de casa, que era a melhor coisa do apto. porque escorria água quente em abundância, anda super temperamental e frequentemente recusa-se a esquentar. Hoje, nesse frio, resolveu desligar bem na hora que minha cabeça estava toda cheia de shampoo. Congelei e odeio banho gelado!
19.8.03
18.8.03
Tá rendendo...
Há pouco mais de uma semana, as flash mobs viraram notícia e rendem muitas opiniões.
Navegando por aí e trocando idéias, recebi e vi dicas. Para quem se interessa, aí vão alguns links com manifestações sobre a nova onda.
Dica do Nemo que está na Geek.
Este, da NOVAe eu achei no Flash Mob.
Há pouco mais de uma semana, as flash mobs viraram notícia e rendem muitas opiniões.
Navegando por aí e trocando idéias, recebi e vi dicas. Para quem se interessa, aí vão alguns links com manifestações sobre a nova onda.
Dica do Nemo que está na Geek.
Este, da NOVAe eu achei no Flash Mob.
14.8.03
12.8.03
Presa pelo cordão umbilical
Covardia era o que me dominava toda vez que pensava em encarar o que acontecia. Era doloroso pensar que aquela mulher tão forte, que continuou a viver mesmo depois da perda do filho preferido estava se entregando. Estava doente, se sentia inútil e acabara de perder a irmã mais próxima, sua grande companheira. Por uma ano disse que não sentia mais gosto pela vida, que não queria mais estar aqui, que suas tonturas não melhoravam.
A covardia era consequência de medos, um deles o de me deparar novamente com ocasiões que marcaram muito a minha infância, como minha bisavó e sua moradia. Era uma casa fria, escura, fechada, que cheirava urina, e ela, uma italianona da roça, mãe de 8 filhos e uma filha, com seus noventa e poucos anos, que estava sempre sozinha sentada no sofá, com um salame e uma faca na mão, a esperar a visita dos filhos, netos e bisnetos. Eu não gostava de estar ali, não havia alegria, nem jovialidade. Eu não entendia e ainda não entendo porque a gente sempre passava aos domingos pela manhã, porque meu avô era um dos únicos filhos a visitá-la, nem porque ela não participava dos almoços familiares.
Neste final de semana a coragem veio à tona, o medo passou. O encontro foi agradável e prazeroso. Ela e nem sua casa seriam como aquela que me amedrontava quando pequena, mas há uma distância entre nós. Mas fico feliz e aliviada por ver que ela voltou a viver, ainda um pouco doente, mas novamente com brilho nos olhos. E ele passou a sorrir, a falar e a sentir que sua companheira ainda não o abandonará.
Me sinto feliz, mas nostalgica. Os finais de semana familiares são como uma terapia full time, a prática de nossas conversas no consultório. Toda informação do passado é reprocessada para algo que me faz entender melhor meu jeito de ser e o de todos eles. Ainda bem que agora vejo melhor!
Covardia era o que me dominava toda vez que pensava em encarar o que acontecia. Era doloroso pensar que aquela mulher tão forte, que continuou a viver mesmo depois da perda do filho preferido estava se entregando. Estava doente, se sentia inútil e acabara de perder a irmã mais próxima, sua grande companheira. Por uma ano disse que não sentia mais gosto pela vida, que não queria mais estar aqui, que suas tonturas não melhoravam.
A covardia era consequência de medos, um deles o de me deparar novamente com ocasiões que marcaram muito a minha infância, como minha bisavó e sua moradia. Era uma casa fria, escura, fechada, que cheirava urina, e ela, uma italianona da roça, mãe de 8 filhos e uma filha, com seus noventa e poucos anos, que estava sempre sozinha sentada no sofá, com um salame e uma faca na mão, a esperar a visita dos filhos, netos e bisnetos. Eu não gostava de estar ali, não havia alegria, nem jovialidade. Eu não entendia e ainda não entendo porque a gente sempre passava aos domingos pela manhã, porque meu avô era um dos únicos filhos a visitá-la, nem porque ela não participava dos almoços familiares.
Neste final de semana a coragem veio à tona, o medo passou. O encontro foi agradável e prazeroso. Ela e nem sua casa seriam como aquela que me amedrontava quando pequena, mas há uma distância entre nós. Mas fico feliz e aliviada por ver que ela voltou a viver, ainda um pouco doente, mas novamente com brilho nos olhos. E ele passou a sorrir, a falar e a sentir que sua companheira ainda não o abandonará.
Me sinto feliz, mas nostalgica. Os finais de semana familiares são como uma terapia full time, a prática de nossas conversas no consultório. Toda informação do passado é reprocessada para algo que me faz entender melhor meu jeito de ser e o de todos eles. Ainda bem que agora vejo melhor!
11.8.03
Tumulto-relâmpago
Lançados em Nova York em junho, os flashmobs são encontros em locais públicos programados por correio eletrônico e mensagens de telefones celular. Fiquei sabendo disso no sábado em uma matéria do jornal Estadão. Dois dias após a publicação, brasileiros articulam-se para fazer o mesmo aqui em São Paulo, provavelmente na região da Avenida Paulista.
Os participantes realizam em conjunto alguma atividade ou "performance artística" para chamar a atenção - em geral, o ritual não faz sentido nenhum - antes de se dispersarem rapidamente.
A idéia central dessa nova onda não costuma ter conotação política - os flashmobbers atendem aos chamados eletrônicos em geral em busca da quebra da rotina e de diversão.
Mas alguns "gurus" dessa prática, como o americano, Howard Rheingold, enxergam nos "tumultos-relâmpago" um potencial para uma nova revolução social por meio da utilização de novas tecnologias.
Lançados em Nova York em junho, os flashmobs são encontros em locais públicos programados por correio eletrônico e mensagens de telefones celular. Fiquei sabendo disso no sábado em uma matéria do jornal Estadão. Dois dias após a publicação, brasileiros articulam-se para fazer o mesmo aqui em São Paulo, provavelmente na região da Avenida Paulista.
Os participantes realizam em conjunto alguma atividade ou "performance artística" para chamar a atenção - em geral, o ritual não faz sentido nenhum - antes de se dispersarem rapidamente.
A idéia central dessa nova onda não costuma ter conotação política - os flashmobbers atendem aos chamados eletrônicos em geral em busca da quebra da rotina e de diversão.
Mas alguns "gurus" dessa prática, como o americano, Howard Rheingold, enxergam nos "tumultos-relâmpago" um potencial para uma nova revolução social por meio da utilização de novas tecnologias.
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